O Conjunto Arquitetônico da cidade de
Palmeiras, localizada a 443 quilômetros de Salvador, na Chapada Diamantina,
está tombado como patrimônio cultural do Estado da Bahia. O Instituto do Patrimônio
Artístico e Cultural (IPAC), da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA),
iniciou o processo no mês passado com a entrega da notificação de tombamento
provisório ao executivo e legislativo municipais. O próximo passo é a
elaboração de um estudo por uma equipe técnica multidisciplinar com o objetivo
de traçar a área exata que será contemplada definitivamente.
Ele ressalta que Palmeiras teve a mesma
origem histórica de suas `irmãs´, as cidades de Mucugê, Andaraí e Lençóis. “Para
além do patrimônio material cada população
migrante na Chapada Diamantina, trazia também seus costumes, tradições, hábitos,
usos, falares e, em contato com o novo meio, exercia e sofria suas influências.
Da mistura das várias culturas, formou-se um acervo cultural dotado de
singularidade”, diz Queiroz.
ICMS Cultural – Para o
consultor, o tombamento desse conjunto arquitetônico, além de representar o
reconhecimento oficial do Estado, agrega valores diversos e pode gerar
benefícios ao município e seus moradores, principalmente o lucro fiscal, incentivos e apoios de esferas
governamentais e até mesmo patrocínio de empresas privadas.
O
IPAC também é responsável pela proposta do ‘ICMS Cultural’ que pretende que
esse imposto estadual tenha parcela destinada aos bens culturais materiais e
intangíveis de cada município. Até o final deste semestre será entregue à
SecultBA uma minuta de lei a ser encaminhada ao governador do Estado. Caso a
proposta seja aprovada na Assembleia Legislativa, as prefeituras baianas terão mais
benefícios quando tiverem os seus patrimônios tombados ou registrados.
Com
o tombamento, o Poder Público Municipal e proprietários de imóveis devem
solicitar autorização prévia ao IPAC para promover qualquer alteração física no
casario, sob pena de multa e responsabilização na ordem administrativa, civil e
criminal. Outros dados são obtidos na Gerência de Patrimônio Material (GEMAT)
do IPAC via telefone (71) 3116-6933 ou e-mail gemat.ipac@ipac.ba.gov.br. Confira entrevista completa sobre o tombamento de Palmeiras no
link http://www.ipac.ba.gov.br/noticias/confira-entrevista-na-integra-com-hermano-queiroz-consultor-juridico-do-ipac-sobre-o-tombamento-do-conjunto-arquitetonico-de-palmeiras.
Fonte: Assessoria de Comunicação – IPAC em 24/09/2014
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA nº 1498)
Edição: Silvana Malta (coordenadora de jornalismo - DRT-BA nº 1907)
Entrevista: Silas Pessoa (estagiário de jornalismo)
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