Os 10 terreiros de candomblé
localizados em Cachoeira e São Félix (região do Recôncavo) - cujo registro
especial como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado foi decretado no dia 19
de novembro de 2014 pelo governador Jaques Wagner e a partir de então estarão
protegidos via tombamento.
De acordo com a diretora geral do
Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), Elisabete Gándara, o
tombamento dos 10 terreiros como Patrimônio Cultural Material do Estado foi uma
indicação do Conselho Estadual de Cultura (CEC) após este analisar o dossiê
elaborado por técnicos do IPAC. Este dossiê, explica ela, foi feito a partir da
solicitação de registro especial apresentada ao IPAC pelas comunidades
envolvidas.
Na solenidade, o governador Jaques Wagner
assinará também os decretos de titulação de 14 comunidades quilombolas e de
regulamentação do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância
Religiosa.
INEDITISMO - Os 10 terreiros de candomblé - `Aganjú
Didê´ (conhecido como `Ici Mimó´), `Viva Deus´, `Lobanekum´, `Lobanekum Filha´,
`Ogodó Dey´, `Ilê Axé Itayle´, `Humpame Ayono Huntóloji´ e `Dendezeiro Incossi
Mukumbi´, localizados em Cachoeira; e `Raiz de Ayrá´ e `Ile Axé Ogunjá´,
situados em São Félix - serão os primeiros do país a receber o Registro
Especial de Patrimônio Cultural Imaterial.
“Até hoje, a única proteção
oficial oferecida aos terreiros do Brasil era o ‘tombamento’, utilizado para
bens culturais materiais, como imóveis e obras de arte. Já o registro especial
abriga o patrimônio imaterial, que inclui as manifestações populares, os modos
de fazer e, no caso específico dos terreiros, os conhecimentos e heranças
simbólicas dessas matrizes culturais”, ressalta a diretora geral.
A Bahia também foi o primeiro estado brasileiro a
proteger através de decreto estadual e via registro especial um ofício, com o
Ofício de Vaqueiros, em 2011. Outros bens culturais protegidos recentemente via
registro especial foram o Carnaval de Maragojipe, Festa de Santa Bárbara,
Capoeira, Festa da Boa Morte, Desfile dos Afoxés e Ofício das Baianas de
Acarajé.
A
assinatura do decreto que torna os 10 terreiros Patrimônio Cultural Imaterial
do Estado e o anúncio da abertura do processo de tombamento desses mesmos
espaços integram a `III Celebração das
Culturas Negras´, que, desde o início de
novembro, vem movimentando espaços culturais da Secretaria de Cultura do Estado
da Bahia (SecultBA) na capital e interior com apresentações artísticas,
debates, mostras e encontros. A programação segue até o final do mês e
contempla práticas culturais diversas, aliadas a atividades políticas e de
resistência.
Mais informações sobre registro especial e
tombamento de terreiros baianos e de outros bens culturais do Estado podem ser
obtidas com a Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DIPAT) do IPAC
pelos telefones (71) 3117-7496 e 3117-7498 ou endereço dipat.ipac@ipac.ba.gov.br.
Fique informado ainda via site do IPAC (www.ipac.ba.gov.br), Facebook (facebook.com/ipacba)
e o Twitter (@ipac_ba).
Jornalista responsável Geraldo Moniz
(DRT-BA nº 1498)
Texto: Silvana Malta (coordenadora de
jornalismo (DRT-BA 1907)
Fonte: Assessoria de Comunicação –
IPAC

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